Taxonomia da dor – Pain Terminology

 

Quem me conhece, sabe que toda vez que me falam de taxonomia eu sempre pergunto:” mas o que é taxonomia mesmo?” Risos…

Então como eu já me perguntei isso vamos a origem da palavra Taxonomia de acordo com Wikipédia:

Taxonomia (do Grego verbo τασσεῖν ou tassein = “para classificar” e νόμος ou nomos = lei, ciência, administrar), foi uma vez, a ciência de classificar organismos vivos (alfa taxonomia). Mais tarde a palavra foi aplicada em um sentido mais abrangente, podendo aplicar-se a uma das duas, classificação de coisas ou aos princípios subjacentes da classificação. Quase tudo – objectos animados, inanimados, lugares e eventos – pode ser classificado de acordo com algum esquema taxonômico.

Então taxonomia da dor refere-se a terminolgia usada pelos algesiologistas?! Yes! Especialistas em dor. É importante que todos usem as mesmas definições, para que todos se entendam. 

Aproveitando já vou citar minha ” inspiração”, na verdade minha referencia bibliográfica mesmo, risos, foi o artigo publicado na Pain em 2008, escrito por J.Loeser e R. Treed:  

“The kyoto protocol of IASP Basic Pain Terminology”. 

Nele estão as definições de dor, nocicepção, hiperalgesia e alodínea, além de dor neuropatica e nociceptiva, além de termos fisiologicos envolvidos no processo neural de dor. 

Estas modificações na nomeclatura de 1994 foram preparadas pela Força Tarefa em taxonomia do IASP em novembro de 2007 , após sua reunião em Kyoto. 

Dor: Foi mantida por ser considerada satisfatória enteão definição de dor:“Dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual real ou potencial ou descrita em termos que sugerem tal dano”.

Apesar da tentativa de se incluir a dor crônica como uma doença de amplo sentido, por não se considerar isto uma questão taxonomica. 

Nocicepção: Eis um dos termos fisilógicos que foram inclusos na terminologia, usado para descrever os processos neurais de codificação e processamento de estímulos nocivos, que não está integrado a terminologia básica do IASP,  porém na versão de 2008 foi introduzida uma sequencia hierarquica de termos fisiologicos que englobam várias características da nocicepção (estímulo nocivo, nociceptor, neurônio nociceptivo, nocicepção, estímulo nociceptivo, sensibilização central e periférica).

Entende-se como nocicepção o carreamento de informações lesionais da periferia para os centros superiores, não devendo portanto ser confundida com dor que é a percepção da nocicepção.

Mas uma pode existir sem a outra. Por exemplo, um paciente com anestesia do nervo mandibular para procedimento dentário tem nocicepção sem dor, enquanto o paciente com dor talâmica tem dor sem nocicepção.

lembrando que idaticamente a nocicepção pode ser dividida em 04 partes:

– Transdução

– Transmissão

– Modulação;

– Cognição.

Como nem toda lesão tecidual libera mediadores nociceptivos ou sensibiliza neuronios nociceptivos primários foi ” pinçado” o termo estímulo nociceptivo das publicações de Cervero e Merskey, que o usaram para definir o estimulo adequado para nocicepção visceral.

Portanto estimulo nociceptivo é aquele capaz de deflagrar nociceptores e são um tipo de estimulo nocivo.

Nociceptor é o receptor capaz de tranduzir e codificar um estímulo nocivo.

Estímulo nocivo é um evento que gera dano real ou potencial a um tecido

neurônio nociceptivo é um neurônio central ou periférico capaz de codificar estimulos nocivos.

Dor Nociceptiva: Dor desencadeada pela ativação de nociceptores por lesão em tecidos periféricos

O termo sensibilização é aplicado tanto para redução do limiar quanto a o aumento na intensidade da resposta a estímulos supralimiares, incluindo aumento no tamanho dos campos receptivos e da responsividade à estimulos sublimiares.

Sensibilização Periférica: “Aumento na responsividade e redução do limiar de nociceptores à estimulação de seus campos receptivos”.

Sensibilização Central: “Aumento na responsividade de neurônios nociceptivos do sistema nervoso central à estimulação aferente normal ou sublimiar”.

Dor neuropática:é gerada por lesão ou patologia do sistema somatosensorial, em seus elementos periféricos (dor neuropática periférica) ou no SNC (dor neuropática central). Pode ser classificada em “definida”, “provável” e “possível”.

Alodínea: Dor em resposta a estimulo não nociceptivo, ou seja, aquele incapaz de ativar os nociceptores.

Hiperalgesia: “Aumento na sensibilidade dolorosa.”

Limiar de dor: “Corresponde a mínima intensidade de um estímulo que é percebida como dolorosa”.

Nível de tolerancia a dor: “Corresposnde a intensidade máxima de um estímulo que evoca dor e que um sujeito está propenso a tolerar em uma determinada situação”.

Basicamente, o artigo era esse, vale ler na íntegra, pois explica algumas coisas de forma mais detalhada e traça um paralelo com a terminologia de 1994.

Mas ainda voltaremos a falar sobre todos estes itens, hummmm…

Carpe diem & Carpe Noche friends!

Abraços,

IP.

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